As
alterações da saúde e os ritmos harmônicos.
Tito
Maciá
Introdução Um
dos assuntos humanos que, há longo tempo, têm ocupado a atenção dos
astrólogos, é, sem dúvida, o tema da saúde. Era tal a importância da
Astrologia neste tema que Galeno fazia escárnio de quem era médico sem
ser astrólogo, e chegava a acusar de homicidas aos médicos que curavam
sem serem astrólogos (A qualidade da saúde, cap 20). Igualmente
escreve Hipócrates no livro primeiro da Dieta, e no vínculo, cap. 2,
onde diz: “O Médico que não utiliza
Astrologia é como o olho que não está capacitado para exercer
sua ação e operação.” A
astrologia foi considerada por Paracelso como uma das quatro colunas da
Medicina porque constitui o meio mais exato, completo e científico para
averiguar as tendências de cada pessoa. Nos
tempos anteriores à proibição da inquisição, a Astrologia era parte
da bagagem cultural de qualquer médico. Hoje
em dia sabemos que as duas modalidades culturais, Astrologia e Medicina,
estão completamente separadas, que já não têm nenhum elo de união. A
medicina moderna prescinde completamente da informação ou da utilidade
desta velha ciência. É
absolutamente certo que a medicina moderna dispõe de tecnologia e
farmacologia capazes de vencer a maior parte das doenças de que padecem
os seres humanos. A medicina do século XXI é capaz de curar quase todas
as doenças declaradas, porém também é certo que os enfermos e as doenças
não param de aumentar, basta observar as listas de espera dos hospitais
ou estar atento às noticias sobre as novas doenças. A medicina moderna
se ocupa apenas com as origens das doenças, à exceção das novas tendências
experimentais através do genoma humano, que seria a modalidade mais
parecida com a Astrologia. Talvez este
trabalho sirva como ponte para os profissionais da saúde se aproximarem
da nova Astrologia do século XXI. Astrologia
e saúde na tradição
Na
astrologia antiga se estudava o tema da saúde com a finalidade de ajudar
ao médico em seu diagnóstico, em sua terapia e nas intervenções cirúrgicas.
Porém também se direcionava a uma medicina preventiva. Desde Ptolomeu e
seguramente anteriormente, pois Ptolomeu era também um compilador, o tema
da saúde é tratado como um dos elementos mais importantes da existência
humana. No “Tetrabiblos”,
livro III, capítulo 3 encontramos: ”Sobre
o que acontece após o nascimento, se deve tratar do que se refere à
vitalidade, visto que não se pode formar juízo algum sobre os que não
sobrevivem. Depois sobre a forma corporal, em seguida sobre as doenças e
acidentes do corpo......” Ptolomeu,
no mesmo livro, dedica o capitulo 12 às doenças.
Em primeiro lugar trata de expor quais são os elementos astrológicos
que podem ser úteis para conhecer o tipo de enfermidade que a pessoa pode
desenvolver. Concede uma maior importância ao Ascendente, à Lua, a Mercúrio
e à relação com os planetas maléficos.
Outros
astrólogos da antiguidade também fazem menção às doenças, como
Marcus
Manilius que
em
seu “Astronomicón” nos
deixou um aforismo que abre uma porta ou insinua que na Astrologia há
elementos ocultos que preservam a saúde e combatem a doença.
“Você
deve observar este lugar com criterioso entendimento e o fluxo do planeta,
o qual será de grande utilidade. Aqui se fundam as bases de nossa saúde
e a luta contra as doenças que se combatem com armas ocultas...” Séculos
depois, Ben Ezra diz: “Se alguém nascido é conhecedor da arte da
Astrologia e vê em seu mapa que em uma data determinada pode ficar doente
com uma grande febre, antes desse tempo evita as coisas quentes e se
alimenta com coisas que refresquem seu corpo, quando chegue o momento, o
calor não deixará enfermo, apenas temperará seu corpo.” Por
sua parte Ptolomeu faz distinção entre doenças e enfermidades e diz que
as doenças só ocorrem uma vez, não duram muito e se associam com os
planetas orientais, enquanto que as enfermidades ou são crônicas ou
surgem em diferentes ocasiões e se relacionam com os planetas ocidentais.
Desde
a astrologia tradicional, quando se fala sobre o tema da saúde, além de
utilizar o sistema de Casas, são distinguidas duas origens para os
estados alterados da saúde:
A
saúde, a doença e a dor
Neste
ponto convém esclarecer os conceitos de saúde, doença e dor. De maneira
geral se considera estado de saúde quando as funções orgânicas e
mentais são normais. O estado de normalidade se caracteriza pela
capacidade de adaptação ao ambiente e de usufruir os aspectos agradáveis
da vida, desfrutar da sexualidade e das demais formas de vida instintiva,
como são os apetites, porém submetidos às diretrizes da vontade e da
razão. Estado
de saúde: Ø
Adaptação ao ambiente Ø
Capacidade de usufruir Ø
Desfrute dos apetites Ø
Regidos pela razão e vontade. As
alterações no estado de saúde se percebem quando há um desvio do
estado normal. São consideradas perturbações as ações desordenadas,
as que não se direcionam para nenhum objetivo ou nenhum lugar. Como fazer
coisas sem sentido ou sem objetivos. Também
é considerada perturbação a realização de ações que saem
excessivamente do correto proceder, que escapam a toda ordem natural. Estado
alterado da saúde: Ø
Falta de adaptação ao ambiente Ø
Incapacidade para usufruir Ø
Desvio dos apetites, por excesso ou por
defeito. Ø
Atos involuntários ou irracionais O
estado alterado da saúde é a doença e com ela aparece a dor.
A dor é uma sensação incomoda, desagradável ou aflitiva que os
nervos transmitem ao cérebro, uma mescla de informação e sentimento.
(Mercúrio-Lua). A dor pode não ser física e manifestar-se como lamento
ou sofrimento. A
Lua e Mercúrio
As
perturbações ou acidentes do espírito se observam através da relação
existente entre a Lua e Mercúrio, a alma e a mente. A combinação
Lua-Mercúrio, seus estados e os aspectos que formam com outros planetas são
a chave seguinte que nos permite conhecer o estado de espírito e a saúde
resultante. A
percepção astrológica das doenças reconhece a unidade entre a mente e
o corpo e a interação entre ambos os elementos. De maneira semelhante se
expressa o Dr Eduard Bach que diz que: “A
doença não é material em sua origem, mas sim o resultado de um conflito
entre a alma e a mente. Enquanto a Alma e a personalidade estão em boa
harmonia, tudo é paz, alegria, felicidade e saúde. Porém quando a
personalidade se desvia do caminho traçado pela Alma, por nossos desejos
mundanos ou pela persuasão de outros, surge o conflito que é a raiz e
causa da doença”. Eduard
Bach tinha conhecimentos de Astrologia e por isto recomendava o atenção
para o signo zodiacal da Lua no momento do nascimento, para, dessa
maneira, reconhecer o tipo de alterações
a que a pessoa poderia estar sujeita. A
Lua se manifesta através das pulsões do ser vivo que interior (Alma),
que tratam de perceber, de “sentir” a vida.
O primeiro caminho através do qual tentarão fluir estas pulsões
é o princípio do prazer, seja através da alimentação, da temperatura
adequada, da sensação de proteção, do atendimento a qualquer tipo de
necessidade, ou melhor, através de sua relação com o mundo a sua volta.
Se não consegue alcançar seus objetivos, porque não satisfaz
suas necessidades ou não pode ou não sabe como se relacionar com o meio
a sua volta, tenderá a tomar outro caminho para perceber ou “sentir”,
mesmo que seja através de dor, amargura, sofrimento, temor ou intranqüilidade. Se as pulsões
lunares não alcançam este primeiro objetivo, tratarão de fluir através
da comunicação, como faz a criança quando tem fome ou sede e pede
comida ou água, quer dizer, se comunica para tratar de satisfazer suas
necessidades. Por isso o
objetivo seguinte se dirige para a comunicação com o meio ambiente, aqui
entra em jogo a relação entre a Lua e Mercúrio, sentimentos e
capacidade de intercambio e de comunicação com o meio. Quando estas pulsões
fluem com naturalidade, o normal é que nos encontremos em bom estado de
saúde. O fluxo destas energias, análogas aos fatores psicológicos, é
muito importante na origem e posterior desenvolvimento de todas as doenças.
A
Lua e Mercúrio juntamente com o Sol, que está relacionado à vitalidade,
são os três pontos astrológicos mais importantes no momento de analisar
as possíveis alterações ou crises no estado de saúde de una pessoa.
Com esses três corpos celestes operaremos nos ritmos harmônicos,
através da interação com os trânsitos dos demais corpos celestes, como
veremos mais adiante. Os
desgostos e as manifestações negativas O
que é um desgosto e como funciona? Um desgosto sempre é um sentimento
que contraria o ânimo, que altera a vontade, que provoca dor,
sofrimento,
pesar, remorso, angustia, preocupação, angústia,
lamento,
ansiedade
ou depressão. Um dissabor pode chegar a provocar inquietude, inclusive
tormento e mortificação, o que pode ser a origem de uma enfermidade,
segundo a maneira de sentir de cada um. Os
desgostos, em geral, se formam na mente, no cérebro.
O desgosto se forma, fabrica, e pensa cada qual a seu modo, com
relação a uma série de fatores mentais que o aumentam, diminuem,
complicam ou simplificam. Cada
pessoa tem uma capacidade particular para “enfrentar” o desgosto, para
“sentir” uma aflição, para suportar o sofrimento. Há pessoas que têm
uma “alma dura ou fria”, difíceis de ferir, outras tem “alma sensível”,
se lastimam ou machucam com facilidade, outros tem “alma inflamada”
com reações vivas, outros “engolem” os desgostos e os conservam
dentro durante muito tempo, sem serem capazes de reagir, cada tipo de
pessoa elabora o desgosto de maneira distinta e resolverá seu conflito de
modo diferente, segundo as condições da Lua em relação ao Zodíaco e
ao Sol. De
acordo com o material do desgosto que se apresenta para cada pessoa, esta
elabora um desgosto ajustado à sua maneira de sentir. Um mesmo drama ou
uma mesma fatalidade que origine um desgosto será mais ou menos grave,
será simples ou complicado, será agudo, passageiro, crônico ou deixará
uma marca permanente, dependendo da mentalidade do fabricante do desgosto. Uma
mente forte, sadia, normal e equilibrada, quando enfrenta uma situação
de desgosto, racionaliza, analisa, simplifica ou desqualifica, segundo a
boa ou má intenção do gerador do desgosto, e este em pouco ou nada
ofende ao desgostado. Há
pessoas que, em linguagem coloquial, “têm garra”, “sabem agüentar”
próprios da natureza do signo zodiacal de Touro e de todas as pessoas que
tenham nascido com o Sol ou a Lua nesta área do céu.
Porém há outras que por muito pouco se ressentem, parece que têm
“a pele da alma” demasiadamente sensível, se ofendem rapidamente, se
irritam com facilidade, tal como ocorre com quem nasce com a Lua ou o Sol
na área celeste de
Escorpião.
Nesta etapa do conhecimento da alma, a Astrologia possui chaves que ajudam
a compreender melhor estas variações na forma de sentir e, por isto, de
elaborar desgostos. Recordo
o caso de uma senhora, de uma pequena cidade ao sul de Murcia, que esteve
por dois anos fechada em sua casa sem sair à rua para nada.
Depois de receber todos os tratamentos que pode oferecer a assistência
de saúde oficial, sem obter resultado algum, a família solicitou minha
intervenção. Desloquei-me até a casa da mulher e durante a entrevista
descobri que havia sofrido um desgosto por causa de um amor secreto.
Ocorre que a boa senhora foi a amante do padre desta cidadezinha durante
mais de 20 anos, ao morrer o padre não pode contar a ninguém porque
sentia tão profunda dor e se isolou durante esse tempo caindo em uma
profunda e prolongada depressão. Uma vez que pode falar com alguém do
desgosto sofrido, começou sua recuperação e, pouco a pouco, com a ajuda
da terapia floral e da comunicação com seu terapeuta, recobrou a
serenidade e saiu da depressão. Os
desgostos na terapêutica de câncer do Dr. Hamer. Na
terapêutica de câncer do Dr. Ryke Geerd Hamer, onde são expostos seus
postulados, ele diz que todo câncer se desenvolve por causa de um
desgosto psíquico brutal, um conflito agudo e dramático que se vive em
isolamento, quando a pessoa não se permite abrir-se com outros e o
desgosto permanece obcecando-a dia e noite de uma maneira duradoura.
Isto é o que se denomina (DHS) Síndrome de Hamer. O sentido subjetivo do conflito (pois só é
vivido pela pessoa que não o comunica aos demais), quer dizer, a forma
como o paciente o sente no momento do DHS (desgosto brutal), o tom e a
intensidade do desgosto, o dia em que se lhe apresenta, o momento em que
recebe esse golpe na “mandíbula”, determina, por sua vez, a localização
do câncer: A localização do câncer
(pulmão, peito, fígado, ossos, ...) A localização na área cerebral que, sob o domínio do desgosto
inesperado e brutal recebido, sofre una ruptura de “campo”
(Albergue de Hamer) Há uma correlação exata entre a evolução do
conflito, a evolução do câncer no órgão e a do Albergue de Hamer no cérebro.
“A tríade, psique, cérebro, órgão, está constantemente
sincronizada”. Uma vez resolvido o conflito, o Albergue de
Hamer se regenera formando um edema perifocal, enquanto que as células,
cuja proliferação anárquica se devia a um erro de codificação do cérebro-ordenador,
deixam de ser inervadas por codificações errôneas e
o câncer paralisa. É dada muita importância à terapia: é o que mais interessa ao
doente que sofre de câncer. Consiste essencialmente em ajudar ao doente a
resolver o conflito, origem desse “curto-circuito no cérebro”. Daí a
importância de que, tanto o paciente como o médico, conheça bem o
sistema para poder chegar à descoberta da pedra que o fez tropeçar. Nesta
fase da ajuda ao paciente, a Astrologia desempenha um papel extraordinário,
pois ajuda a localizar o tipo de desgosto que a pessoa enfrentou e o
momento aproximado em que se produziu tal contratempo, ajudando dessa
maneira a conscientizar um fato que pode ter ficado bloqueado e originar
uma enfermidade, não exclusivamente o câncer. Doenças
psicossomáticas, desgostos e o Dr. Castro. O
Dr Castro explica como se formam e se refletem as doenças psicossomáticas
originadas por desgostos, e os remédios florais de Eduard Bach são de
extraordinário valor para combater estas alterações emocionais que
provocam os desgostos e, com isto, evitar as doenças às quais possam dar
origem. Frente
a qualquer desgosto, tudo depende da psicologia do desgostado, do estado
de sua alma, de sua personalidade. Qualquer conflito ou desgosto que
outras pessoas nos provocam, gera um material que depende da mentalização.
Qualquer conflito mental, algo a que todos estamos sujeitos em virtude de
nossas relações com os outros, sem importar de que natureza seja, atua
em cada pessoa segundo sua mentalidade, aumentando o desgosto ou
reduzindo-o com lógica e serenidade. Usando
o exemplo que conta o Dr. Castro, a mesma natureza de um desgosto,
uma séria calunia, a que são submetidas duas pessoas, em cada uma
delas, homem ou mulher, atua de maneira diferente, com arranjos da mente
de cada interessado. Para um o
desgosto serve inclusive de zombaria ou brincadeira, enquanto para outro
pode ser motivo de grandes preocupações, ressentimentos e sérios
transtornos mentais e genéricos sobre todo o sistema nervoso e digestivo. O
percurso dos desgostos e transtornos físicos Parece
muito clara essa relação entre desgosto e transtornos nervosos ou
digestivos, nenhum de nós deixou de passar por algum desgosto que
tenha interrompido uma refeição. Há pessoas que com o material
de um desgosto, podem passar noites inteiras sem dormir, com a cabeça
dando voltas e voltas como um disco arranhado.
Há remédios florais que respondem perfeitamente a cada uma destas
atitudes, como é o caso do White Chetsnut/ Castanho Branco dos
florais de Bach. O
Dr. Castro propõe uma idéia genial a respeito do percurso do desgosto,
que nos permite saber em que fase está o material do desgosto e nos
facilita a localização do remédio floral adequado para cada
ocasião. O
desgosto se elabora no cérebro e começa a circular pelo organismo de
acordo
com uma ordem regular. Do cérebro passa diretamente ao coração, quando
o coração é sadio, simplesmente o acelera e o desgosto sai deste órgão
sem maiores conseqüências, é como um banho de adrenalina estimulante e
pouco mais. Mas, quando este órgão é frágil ou se encontra em mal
estado, um desgosto pode provocar desde um infarto, uma embolia até
transtornos cardíacos sérios que podem comprometer a vida.
Um desgosto pode matar. Há pessoas mais propensas a “tomar ao
peito” os desgostos, são as que costumam acabar recebendo o tratamento
de “Sintron” ou de terapias mais severas.
Com
a astrologia sabemos que este tipo de pessoa corresponde aos que tenham
nascido em um dia de tensão entre a Lua e o Sol, ou relacionados com o
signo de Leão, o que nos permite realizar um diagnóstico rápido e
oferecer a ajuda floral com maior eficácia e rapidez, receitando Vine ou
Rock Rose, remédio adequado para este tipo de pessoa. Quando
sai do coração o desgosto vai diretamente para o fígado e durará mais
ou menos tempo em função de elementos biológicos, temperamentais,
astrológicos, etc. Porém, se
a pessoa tem este órgão debilitado, o efeito de um desgosto pode
ocasionar inflamação, dando lugar a uma série de transtornos tais como
dores de cabeça, icterícia, excesso de secreção biliar, diarréia
aguda ou crônica e outros tipos de mal-estar que derivam dos transtornos
hepáticos. O
desgosto alcança o aparelho digestivo transtornando-o totalmente, até
chegar aos rins. Se estiverem sadios, eliminam rapidamente através da
urina, porém em caso contrário, devido à má alimentação, bebida ou
outras causas, os efeitos do desgosto podem chegar a ser sérios, graves
ou mortais. Uma
inflamação dos rins pode originar uma retenção
de ácido úrico provocando o desenvolvimento de sintomas artríticos,
eczemas, reumatismo, hemorróidas e outros transtornos renais. Dos
rins, o desgosto passa para a bexiga urinaria. Esta é a estação final
do percurso patológico do desgosto. Por isso antigamente se dizia que os
desgostos duram enquanto não se urina. Quando uma pessoa recebe um susto
terrível podemos ver como o percurso do desgosto pode ser rapidíssimo e
o sujeito se urina de susto instantaneamente.
A
Lua, os trânsitos planetários e os desgostos.
Tal como indicava o Dr Eduard Bach, a
astrologia, é de inestimável ajuda para compreender o estado da alma das
pessoas e, sobretudo, para saber com bastante aproximação quais são os
assuntos que podem perturbar seu estado de ânimo, quais desgostos pode
ter vivido, que crises viveu que possam repercutir negativamente em seu
estado de saúde. Ao estudar o céu de nascimento de uma pessoa,
concentrando-nos na Lua e tudo o que com ela se relaciona, descobrimos em
primeiro lugar uma característica única da maneira de sentir, e em
segundo lugar temos um ponto astrológico que se inter-relaciona com o
resto do universo astrológico que, por sua vez, reflete fielmente o mundo
e as relações de cada pessoa. Este ponto astrológico, determinado pela
posição da Lua no momento do nascimento, irá experimentando crises,
conflitos, evoluções, mudanças naturais e previsíveis que podem ser
conhecidos através das técnicas astrológicas, sendo a mais simples a
dos trânsitos planetários, que já tenho apresentado em trabalhos
anteriores. Como exemplo de um desgosto típico relacionado
com um trânsito, apresentarei o caso de Gloria, uma terapeuta amiga que
viveu um desgosto que a fez emagrecer 20 quilos em pouco tempo. O desgosto de Gloria No
dia em que Gloria nasceu a Lua se encontrava no signo de Câncer, o melhor
signo zodiacal onde ela pode
se encontrar. No sistema de Casas, que é como o teatro da vida, visto a
partir da Astrologia, a Lua se encontrava na Casa VI, o cenário que fala
dos assuntos de saúde e trabalho.
Gloria centra sua vida em um trabalho que tem que ver com a saúde,
pois administra um estabelecimento de terapias alternativas.
Gloria
tem uma Lua potente, uma alma nobre e forte que dedica sua existência à
ajuda aos demais. Gloria é como uma mãe protetora para quem põe em suas
mãos seu estado de saúde, é uma terapeuta nata.
Seu estado de saúde físico e mental é excelente e sua vida
social está bem planejada, conseguiu, por esforço próprio, montar um
negócio de saúde no centro de Madrid. Até
aqui tudo bem, porém a Lua de Gloria forma um ângulo de 90º com o Sol,
o que significa que tem uma determinação que pode provocar sérios
desgostos. Os planetas, que costumam estar sincronizados com desgostos
importantes são Saturno e Marte. Marte,
no caso de Gloria, se encontra na Casa XII, cenário dos inimigos ocultos,
aqueles que, em algum momento, podem nos
causar
danos. Saturno
se encontra na Casa III, o cenário do quarto, a cama, os irmãos e os
amantes.
Cada
signo zodiacal e a Casa astrológica que ocupa, é como uma residência
que tem um proprietário e um inquilino. Marte é regente do signo de Áries
que se encontra na Casa III, onde se encontra Saturno. Saturno
é regente do signo de Capricórnio, onde se encontra Marte e, ambos
planetas, Marte e Saturno, estão conectados com Vênus, o planeta que
fala da vida romântica, dos amores e se encontra situado na Casa VIII, o
cenário dos dramas e renuncias. Em
fins de maio de 2004 vários
planetas confluem sobre a Lua de Gloria. No mês do retorno lunar, quando
a Lua volta a situar-se no mesmo lugar que estava no dia do nascimento,
Marte e Saturno estão justamente sobre a Lua; o desgosto está servido.
O
planeta Mercúrio, que representa a capacidade de receber informação, se
situava exatamente sobre o Saturno natal de Gloria, que está, como já
dito, no cenário da Casa III; o dormitório, a cama, a irmã, o noivo. Saturno
passa sobre a Lua a cada 27 ou
28 anos, Marte o faz a cada dois anos e meio, de tal maneira que é
praticamente impossível que volte a ocorrer algo semelhante à Gloria.
Para muitas pessoas ocorrem coisas parecidas, muitas mais do que se possa
imaginar, porém nunca se inteiram e “o que os olhos não vêm o coração
não sente”. No entanto, no
caso de Gloria, o sincronismo de Mercúrio, que não é outra coisa senão
curiosidade, a levou a ir a seu apartamento no meio da tarde e, ao entrar
em seu quarto, encontrou seu noivo e sua irmã em sua cama. Como
é fácil imaginar, o desgosto de Gloria foi descomunal, perdeu o apetite
e em poucos meses emagreceu muitíssimo até que recuperou uma bela
silhueta e se estabilizou emocionalmente.
Não ocorreram doenças porque a Lua de Gloria está dignificada e
forte como sua alma, ela recebeu um bom tratamento floral e isto evitou
que ela chegasse a somatizar demasiadamente o desgosto, embora tenha tido
uma grave ferida na alma. Os
pontos críticos
Um
dos aforismos chave para compreender a origem e o desenvolvimento das
enfermidades é o do LX Centilóquio
que diz:
“Para as enfermidades, considere os
“dias críticos” e também a passagem
da Lua nos ângulos da figura de 16 lados; e se um planeta maléfico
se encontra em algum destes ângulos, passará por crises severas,
enquanto se houverem planetas
benéficos irá sarar, em seu tempo.” Deste
aforismo nasce o conceito dos dias críticos e o ritmo associado às doenças.
Todos os autores posteriores que se dedicam à profissão médica
consideram os dias críticos no desenvolvimento das enfermidades. A
figura de 16 lados, a divisão do círculo em ritmos ou trechos
de 22 grados e meio contem todos os ângulos que
formam aspectos tensos ou estão relacionados com a harmônica 8.
A seqüência dos ângulos desta figura passa pela semiquadratura
(45º), quadratura (90º), sesquiquadratura (135º) e oposição (180º) e
todas as figuras de aspectos tensos que podem ser formadas com estes
aspectos.
As
harmônicas 16 e 8, e os aspectos que as formam, são uma peça chave para
entender as variações no estado de saúde e o desenvolvimento das doenças,
pois suas ativações se relacionam com as secreções de adrenalina e
noradrenalina. Estas secreções aumentam notavelmente quando se ativa
este tipo de aspectos ou quando se eleva a onda destas harmônicas. A
principal função da adrenalina é excitar a tonicidade do sistema
nervoso simpático que governa o funcionamento dos órgãos. A elevação
das ondas desta harmônica, ou a ativação dos aspectos aos quais
corresponde, costuma coincidir com as épocas de estresse ou de encontros
com a realidade material, com os momentos de aumento de adrenalina, quando
experimentamos a sensação de
perigo, os momentos de sobressalto, grande esforço
ou irritação que sempre se percebe como uma ação excitante sobre o
ritmo do coração. A
seqüência comum do encadeamento destes aspectos pode ser: medo (angustia
aguda), repressão e conflito (inconsciente) e angustia crônica.
As pessoas que padecem de angustia são especialmente sensíveis ao
aumento da produção de adrenalina, por isso estes aspectos estão
relacionados com a secreção de adrenalina e noradrenalina.
A adrenalina é um dos principais hormônios
liberados nos estados de medo ou ansiedade. A harmônica 16 A harmônica 16 ou sua relação com os aspectos
que resultam da divisão do círculo em 16 partes, é o resumo ou a síntese
de todos os aspectos anteriormente expostos.
No sistema de harmônicas um aspecto absorve energia dos aspectos
do qual é múltiplo. Assim,
por exemplo, um semisextil aumenta sua energia se
combinado com um sextil e, por sua vez, um sextil aumenta sua
energia absorvendo a do trígono. No
sistema de harmônicas as ondas da harmônica 16 aumentam de energia ou
somam a energia de todos os aspectos tensos ou de todas as ondas harmônicas
tensas, por isso são extremamente úteis para localizar os momentos do
tempo em que costumam produzir-se as crises originadas nos estados de
estresse ou esgotamento psíquico de qualquer característica. Neste
trabalho não se trata de conhecer o tipo de enfermidade que se pode
declarar em qualquer momento, mas sim de reconhecer os momentos em que o
estresse, causado por assuntos externos ou por sentimentos internos, pode
levar-nos a experimentar crises de saúde. Convém ter uma idéia de por
onde podem derivar as energias planetárias conhecidas, para isso
interessa recordar como este tipo de energias se adaptam para fluir e
manifestar-se na vida humana. O
estresse
O
estresse causado pelos fatores mencionados anteriormente, que implicam em
uma obstrução no fluxo das energias celestes, quando é reiterado ou não
se encontra solução para facilitar esse fluxo de energias, desempenha um
papel primordial na origem e posterior desenvolvimento das doenças. Há
vários estudos como o da escala de Reajuste Social de Thomas Holmes e
Richard Rahe, que enumeram 43 acontecimentos cotidianos associados com
diferentes graus de alteração e estresse e lhes dão um valor numérico
para facilitar sua quantificação, algo
similar ao que fazemos nós astrólogos quando valorizamos as astrodinas
dos aspectos. Estes
autores valorizam igualmente de maneira estimativa os acontecimentos
vitais que podem provocar o estresse.
Valorizam com 100 pontos o estado psicológico posterior à morte
do cônjuge, com 73 pontos o divórcio, 63 a morte de um familiar próximo,
50 pontos de estresse para uma pessoa que contrai matrimonio, 47 pontos
pela perda do emprego e assim seguem valorizando o estresse que causam as
diferentes situações nas que se produzem mudanças ou crises, sejam pela
reconciliação da parceria, gravidez, mudança de emprego, nascimento de
filho, abandono do lar pelo filho, problemas com o chefe, mudança para
uma nova escola, férias ou festas de Natal. Por
outro lado, Thorwald Dethlefsen y Rüdiger Dahlke em seu livro “La
enfermedad como camino” (1983) também se expressa seguindo este
mesmo caminho. Para eles o corpo nunca está doente nem sadio, já que
nele só se manifestam as informações da mente. A doença é a perda da
harmonia que se produz na consciência, no plano da informação. Da
mesma forma que os astrólogos, estes autores iniciam seu trabalho falando
das polaridades. Dizem que a doença é polaridade e que a cura é a
superação da polaridade. A vida é ritmo, como a respiração, o ritmo
cardíaco, o sonho e a vigília, a ingestão e a evacuação, o hemisfério
esquerdo - pensamento lógico, escrever, calcular e o direito - sonhar,
imaginar. Em seguida dedicam
um capitulo à sombra e às projeções, de maneira semelhante ao que
conhecemos de Lilith, incluindo-a no desenvolvimento das doenças.
(ver Lilith. Un foco de energía
astrológica. T. Macià) Para
eles o ser humano não fica doente, mas sim é um doente.
Para demonstrar esta afirmação mostram um exame detalhado,
realizado com 200 empregados sadios, onde todos sofrem algum tipo de doença
ou, em algum momento, podem desenvolvê-la. Tanto
os autores clássicos como os modernos asseguram que o
ser humano é uma unidade formada por elementos materiais e espirituais,
uma combinação de corpo e mente. Se algum destes elementos perde seu
equilíbrio, se altera o estado de saúde. Para
nós, a partir da perspectiva astrológica, bastaria aprender a canalizar
as energias celestes, ser consciente dos tempos em que determinado tipo de
energia está ativo e facilitar seu fluxo para evitar que essas energias
carentes de saída adequada se manifestem, finalmente, como problemas ou
crises de saúde. Adaptação
do fluxo das energias planetárias
O
significado de um planeta tende a se expressar de diferentes maneiras, porém
basicamente se trata de una energia que tende a se manifestar na vida
humana e tem uma extraordinária “capacidade de adaptação” para
expressar sua energia. As influências planetárias se percebem como a
necessidade de adaptação para expressar um tipo definido de energia. A
energia astrológica relacionada com um ponto ou um planeta, em primeiro
lugar trata de se manifestar através de um padrão de conduta, uma
maneira de ser, levando-nos a adotar uma de aparência de acordo com o
planeta ou os planetas aos quais se refira. Um planeta adquire diferentes
formas de manifestação de acordo com a vida de cada pessoa que varia nos
diferentes momentos ou épocas da existência. O
Sol nos fala da necessidade de adaptação para expressar a vontade, obter
reconhecimento e auto-estima. A
Lua nos fala de necessidade de adaptação para receber e expressar afeto
e proteção. Mercúrio se relaciona com a necessidade de adaptação para
conseguir a comunicação e o intercambio. Vênus expressa as necessidades
de adaptação para viver a vida romântica ou expressar o sentido artístico.
Marte se associa com a necessidade de adaptação para expressar o impulso
vocacional e entrar em ação. Júpiter é a necessidade de adaptação
para conseguir a integração social e a expansão da personalidade.
Saturno para conseguir a segurança material e consolidar as coisas e as
relações. Urano para alcançar a independência.
Netuno para adaptar-se às experiências grupais e Plutão se
associa com as necessidades de adaptação para transformar profundamente
as coisas, as relações ou aprender a renunciar. Cada
planeta tem um significado que o relaciona com um nível no plano da
consciência individual: o Sol se relaciona com o centro da mente
consciente, a auto-estima, a consciência de si mesmo; a Lua com as emoções;
Mercúrio com o nível de consciência do pensamento e a comunicação; Vênus
com o humor, o riso e a consciência romântica ou artística; Marte com a
consciência competitiva e a ação; Júpiter se relaciona com a consciência
social e a mente abstrata; Saturno com a consciência da realidade
material, do corpo; Urano com a consciência da individualidade; Netuno
com a consciência grupal e Plutão, entre outras coisas, com a consciência
da renuncia e a excreção. Se
o individuo não é capaz de “interpretar” ou canalizar esse tipo de
energia, pode fazer isto projetando na imagem de outra pessoa à sua
volta, como acontece com uma criança pequena com a energia de Saturno,
que opta por projetar ou canalizar essa energia através do pai ou do
professor. Outro exemplo é certo tipo de mulher, com seu parceiro, através
de quem projeta ou canaliza seu Sol e deixa fluir essa energia através
dele. Porém
cada planeta também pode fluir, expressar-se ou canalizar-se através do
ambiente familiar, de tal maneira que o Sol pode ser canalizado através
do personagem mais brilhante da família ou com mais autoridade, podendo
ser o pai, o tio ou o padrinho. A
Lua é canalizada através da mãe e também de qualquer personagem
feminino que ofereça proteção, afeto e alimento durante um período da
vida de cada pessoa. Às vezes, em alguma época da vida, a Lua é
canalizada através de um cachorro ou um animal doméstico.
Mercúrio é canalizado através dos irmãos, filhos, primos etc...
Vênus pode fazê-lo por meio da pessoa amada, seja a parceira, as filhas,
as primas, as sobrinhas. Marte
pode fluir através da avó dominante e os parentes consangüíneos de
segundo grau (primos em segundo grau, etc).
Júpiter pode se expressar através da família política, os
cunhados e os netos. Saturno se associa com o pai, Urano com o avô,
Netuno o tio e Plutão os irmãos de outro matrimonio.
Quando um padrão de conduta não pode fluir através da própria
pessoa, isto pode ser feito através de algum destes personagens que
configuram o mundo de cada pessoa. Finalmente
cada planeta tem uma zona ou um órgão do corpo pelo qual pode fluir na
forma de sumidouro final. Assim, por exemplo, o órgão ou a parte do
corpo com que estiver relacionado pode chegar a sentir os efeitos do
planeta se sua expressão em níveis mais altos tiver sido dificultada em
excesso e não tenha conseguido fluir. Quando
as funções do Sol não conseguem manifestar-se em planos mais elevados,
é possível perceber alterações cardíacas ou disfunções no olho
direito. Se as manifestações
da Lua se frustram em outros níveis, costumam ocorrer alterações no
aparelho digestivo e disfunções no olho esquerdo. Se for Mercúrio que não
tenha podido se expressar adequadamente em outros níveis, costumam
ocorrer alterações físicas que se percebem nos neurônios, tendões,
discos vertebrais, intestinos ou brônquios. A má canalização da
manifestação de Marte costuma levar a alterações musculares, no
sentido de debilidade ou excesso, ou ainda do
desnecessário desenvolvimento muscular para a vida de uma pessoa,
ou problemas relacionados com o sangue. Júpiter, impedido em outros níveis, acaba por afetar o fígado ou a circulação.
Saturno, mal expresso em níveis elevados, acaba por afetar os
ossos, especialmente a dentadura e as articulações dos joelhos, ombros,
cotovelo e coluna. Urano sem expressão nos níveis anteriores deteriora
ou altera o sistema nervoso de maneira significativa. Netuno sem estar
canalizado acaba por provocar confusões inconscientes ou crescimentos
celulares desordenados e alterações no sistema linfático. Plutão mal
canalizado costuma provocar alterações na pele, dos mais diversos tipos.
As
crises de saúde e os ritmos harmônicos.
Quando
as energias celestes não encontram uma saída adequada, podem provocar
desequilíbrio. A perda do equilíbrio significa crise, estado no qual a
situação interna ou externa muda, seja por causa do clima ou do estado
emocional ou em função de qualquer alteração no rumo normal da existência. Do
ponto de vista da astrologia podemos identificar que tipo de crises ou
mudanças uma pessoa pode viver ao longo de sua existência e que reação
terá em função de sua compleição e seu temperamento.
As crises obrigam a tomar algum tipo de decisão, a mudar uma
conduta ou a corrigir algo em nossa existência. Minha
proposta, como uma das novas formas astrológicas modernas e mais confiáveis
de prever as crises, é mergulhar em suas origens, buscar seu significado
e reconhecer a intensidade, esta proposta consiste em estudar os trânsitos
de harmônicas, pois aí poderemos encontrar os momentos do tempo nos
quais podem ocorrer crises ou alterações na saúde. Exploração
harmônica
Para realizar este trabalho operei com o
Explorador de harmônicas de Miguel García, analisando as ondas
conhecidas da harmônica 9 que se relaciona com as endorfinas, da harmônica
8 associada com a adrenalina, da harmônica 7 relacionado com as secreções
de serotonina, da harmônica 1 que se associa com os impulsos da vontade
e, especialmente, a harmônica 16 relacionada com os tempos críticos para
a saúde e derivada dos dias críticos da astrologia clássica. A
harmônica 16 e os aspectos de 22º30’ que o formam são um elemento
chave para conhecer as crises que podem relacionar-se com doenças.
As elevações desta onda, ou melhor, quando esta onda se eleva
acima das demais e chega às cotas altas é indicio de risco de alteração
da saúde, quando se está além do estresse suportável. Para
conhecer os momentos de tempo em que estas
crises podem ser vividas, é possível utilizar a nova ferramenta harmônica,
especialmente os trânsitos das harmônicas. Para
os corpos ou planetas receptores utilizei os que tradicionalmente são
significadores da saúde: o Sol, a Lua e Mercúrio.
Como emissores de aspectos ou de ondas, quer dizer, quanto aos
planetas que transitam, usei todos, desde a Lua até Plutão.
Já
foi dito que o nível idôneo para este gráfico de trânsitos das harmônicas
é o 7, que equivale a dizer
que em um mesmo momento, como máximo, podem se produzir 7 aspectos de uma
mesma classe sobre os planetas natais, pois resulta pouco provável que o
formem os 10 planetas que transitam. Quando
a onda está sobre o nível zero quer dizer que não ha aspectos
associados a esta harmônica. Se
a onda se eleva ao nível 1 significa que, nesse momento, se está
produzindo um aspecto associado a essa harmônica, caso se eleve ao 2,
dois aspectos e assim até o nível 7 que são os momentos de máxima
intensidade da onda. Repassando
o significado das ondas harmônicas Harmônico
1 - A força de vontade As ondas da
harmônica 1, compostas pelas conjunções que vão sendo produzidas através
dos trânsitos, se pode ler como impulsos da vontade, situações ou
estados que impulsionam a vontade ou que incrementam a vitalidade.
Em caso de crises ou doença, quando esta onda se eleva resulta
mais fácil conseguir o equilíbrio da saúde ou a recuperação do equilíbrio
perdido. Se a onda se eleva
sobre as demais, pode-se esperar uns dias de reação, de novos estímulos,
com maior auto-afirmação e aumento da
vontade de se curar. Harmônica 7 - A serotoninaAs ondas da
harmônica 7, estão sincronizadas com variações nas secreções
internas que regulam a comunicação entre as distintas células do
sistema nervoso. A harmônica 7 e suas variações ondulatórias atuam
sobre as secreções ou inibições da serotonina.
A serotonina
é o principal mediador inibidor do núcleo do hipotálamo, que regula a
ingestão e saciedade. A hiperserotoninergia produz anorexia e a
hiposerotoninergia se manifesta como ganho
de peso. A serotonina apresenta um efeito inibitório sobre a liberação
hipotalâmica de gonadotrofinas com a conseqüente diminuição da
resposta sexual normal. “Existe,
além do mais, um ritmo secretor ciclo-anual, com diminuição do conteúdo
total de serotonina no inverno, o qual pode estar implicado em depressões
cíclicas recorrentes e outros quadros sazonais.” A
serotonina também tem sua ação nos estados de ansiedade ou nas depressões
por ansiedade e suas variações são as causadoras de certos transtornos:
transtorno de ansiedade generalizada, ataques de pânico, fobias simples,
fobias sociais, ansiedade por estresse pos-traumático e desordens
obssessivo-compulsivas. A
serotonina faz notar, igualmente, seus efeitos nos estados psicóticos.
A relação entre os estados depressivos e as variações nas secreções
de serotonina são questões alheias à astrologia, porém são muito úteis
para desenvolver este trabalho experimental das ondas harmônicas e sua
relação sobre as secreções internas. A
relação entre as reduções nas secreções de serotonina e as variações
no estado de ânimo está provada na medicina. Como já foi dito, as elevações
das ondas da harmônica 7 estão relacionadas com as diminuições de
serotonina e, por isto, a certos estados que podem chegar a ser
depressivos ou ser a origem do transtorno de ansiedade, ataques de pânico,
fobias de todo tipo, ansiedade e desordens obssessivo-compulsivas. Isto
ocorre especialmente se esta onda se eleva acompanhada da onda da harmônica
8 (o da adrenalina), pois caso se eleve em companhia da onda da harmônica
9 (o das endorfinas) pode se relacionar com experiências sumamente
prazerosas.
Harmônica
8 -
A adrenalina
Estas ondas
representam os momentos de incrementos nas secreções de adrenalina e
costuma coincidir com momentos de bloqueios, paralisações ou excesso de
esforços. Indica dias de tensão, aflições, rusgas, incômodos,
justificações, exigências, temores, preocupações ou fortes induções. A
elevação desta harmônica costuma coincidir com as épocas de estresse
ou de encontros com a realidade material, com os momentos de aumento de
adrenalina, quando experimentamos a sensação de perigo, os momentos de
sobressalto, excesso de esforço ou irritação que se percebem como uma ação
excitante sobre o ritmo do coração. É quando se pode chegar a sentir
que não se pode enfrentar uma dada situação nem suporta-la mais, e com
isto o estado de ânimo pode se tornar depressivo por causa dos setores
afetados. Quase
sempre podem ser observadas
situações ou estados em que o aumento de adrenalina deveria ser notável.
Quando o nível da onda da harmônica 8 está alta ou ativa, costumam
produzir-se situações de super-excitação, irritação ou violência. São
os momentos em que se segrega mais adrenalina, indica momentos de
“fio-terra” ou encontros com a realidade material, indica o grau de
estresse ou esgotamento psíquico. Quando se encontra acima da onda da
harmônica 16 e ambas estão elevadas, costuma aparecer a dor física ou o
sofrimento psicológico. Harmônica
9 -
As endorfinas
A onda da harmônica
9 mede as endorfinas, o néctar da felicidade. Porém aqui surge uma
pergunta. Sentimos-nos felizes porque segregamos endorfinas ou segregamos
endorfinas quando nos sentimos felizes? Os
investigadores neuro-científicos afirmam que o prazer tem um suporte
neuro-hormonal, que são seqüelas do comportamento animal. Entretanto, os
psicoterapeutas de primeira linha afirmam que desenvolvendo atitudes
externas ou rememorando lembranças agradáveis se pode igualmente
segregar endorfinas, portanto, se pode alcançar o prazer e o relaxamento
por meio das ações da vontade. Ambos
investigadores estão de acordo que as secreções de endorfinas
contribuem para a sensação de relaxamento e bem-estar.
As vias para provocar este tipo de secreções são múltiplas.
É possível que uma pessoa segregue de maneira espontânea ou que
o entorno provoque este tipo de secreção.
Como astrólogos nós nos situamos em uma posição intermediária
e aceitamos ambas as possibilidades, nosso trabalho consiste em detectar
os momentos de tempo em que uma pessoa, seja por ação externa ou de
maneira interna, segrega esta sustância que provoca estados de
relaxamento e bem-estar. Do
ponto de vista astrológico há muitas situações exteriores que costumam
coincidir com um aumento destas secreções. Há aumentos muito
elementares ou simples, porém de curta duração e outros que podem se
prolongar por muitos dias. Os de curta duração coincidem com o momento
após a realização do ato sexual de maneira completa ou ao
finalizar uma comida saborosa e bem feita ou quando recebemos uma
manifestação de reconhecimento por nossos méritos ou quando nos adulam
sem que sejamos conscientes do engano ou quando terminamos uma torturante
seção de yoga ou de qualquer outro martírio oriental, que nos permite
alcançar um bom estado de relaxamento. Quando
a onda da harmônica 9 está elevada, é sinal de que o organismo está
segregando endorfinas, não importa que seja por causa de relações
sexuais prazerosas, de boas comidas, de estados de relaxamento com a música,
o importante é que estas ondas podem ser consideradas como as melhores
ondas para o estado de saúde, embora, em algumas ocasiões, podem
significar aumentos de gorduras ou açúcares que acabam em crises de saúde.
Harmônica
16 - As crises. Como
exposto anteriormente, as ondas desta harmônica são a quinta essência
dos aspectos tensos, o resumo das ondas que podem provocar estresse físico
ou psíquico, esta é uma onda crítica, que quando está muito elevada,
é sinal de tensões internas muito potentes e baixa nas defesas, o que
pode levar-nos a experimentar uma crise na saúde.
Como
veremos através de alguns exemplos, a maioria das crises de saúde vão
acompanhadas deste sutil fluxo de energias, que aqui toma a forma de ondas
da harmônica 16. CASOS
DE ESTUDO
Como
não disponho de nenhum tipo de meio nem facilidade alguma para realizar
um estudo formal ou com validade científica, recorri aos casos que pude
encontrar à minha volta para mostrar o interessante que pode resultar
desta maneira de aplicar a astrologia para prever e conhecer os tempos nos
quais podem se originar as causas das alterações de saúde. Não
com a finalidade de fazer demonstrações científicas, a ciência, ou
melhor, aqueles que detêm o
poder dos meios científicos, ainda tem preconceitos próprios de quem foi
educado sob um sistema cultural imposto por um grupo social obscuro e dogmático
que ainda hoje, no século XXI, mantém sua discriminação para com esta
modalidade cultural. Esta
situação torna impossível realizar um trabalho de campo adequado, pois
não disponho de nenhum meio para acessar informações que possam ser
validadas “cientificamente”.
Sou consciente de minha posição marginal, porém não recuo.
Solicitei a ajuda de meus companheiros e, apesar da conhecida falta de
solidariedade deste grupo, recebi ajuda suficiente para mostrar, através
de exemplos claros, a maneira de operar com este sistema que permite
detectar os momentos de tempo nos quais se pode sofrer crises de saúde.
Desde
o mês de julho até novembro de 2002 se observa que a harmônica 9, a das
endorfinas, está mais elevada que o resto das ondas ao longo de todo o
período. Durante esse período não sofri nenhuma alteração de saúde,
salvo alguns dias de outubro, que compareci à consulta do dentista,
quando se eleva a onda da 8 e, em seguida, a da 16. (A elevação da harmônica
16, em meados de outubro, coincidiu com dias de grande estresse emocional
por uma questão pessoal que não me apetece contar) Um caso que pode ser útil para ilustrar a ação da elevação destas ondas harmônicas é o de meu amigo Miranda. Como o caso anterior, trata-se de uma |